blog edifique-se

Reflexões sobre a Palavra que fortalecem mente, espírito e corpo, inspirando crescimento pessoal e profissional.

@felipelima_eng

Felipe Lima | cristão, marido, pai, engenheiro, professor e empreendedor. Apaixonado pela Palavra de Deus, grato pelas misericórdias e amor do Pai. Pensador e motivado a compartilhar suas reflexões e histórias.
  • Existem momentos em que estamos diante de uma decisão importante e nossa oração se resume a uma pergunta:

    “Deus, devo fazer isso?”

    É uma pergunta importante.

    Antes de avançarmos, precisamos colocar nossos planos diante de Deus e buscar direção para compreender se aquele realmente é o caminho.

    “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.” Provérbios 16:3

    Mas acredito que podemos ir além.

    Porque talvez não precisemos apenas saber se devemos fazer.

    Precisamos entender o que fazer, por que fazer, quando fazer, onde fazer, com quem fazer, como fazer e até quanto investir.

    E isso começa muito antes de qualquer método.

    Começa com relacionamento.

    Antes das respostas, precisamos de relacionamento

    Nosso tempo com Deus não pode existir apenas quando precisamos tomar uma decisão.

    Não podemos procurar Deus somente quando precisamos de uma resposta.

    Relacionamento não funciona assim.

    Precisamos aprender a investir tempo a sós com Deus.

    Tempo para estar com Ele sem pressa.

    Tempo para louvar, adorar, agradecer, falar, mas também para ficar em silêncio, para ouvir. 

    Tempo para simplesmente desfrutar de Sua presença.

    Jesus nos ensinou sobre esse lugar secreto:

    “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto.” Mateus 6:6

    Existe algo poderoso quando criamos intencionalmente esse ambiente.

    Não estou falando necessariamente de um lugar físico específico, mas de um ambiente de relacionamento, intimidade, entrega e amor.

    É nesse lugar que nossas conversas com Deus ganham profundidade.

    Porque oração não é apenas apresentar uma lista de pedidos.

    Oração é relacionamento.

    É conversa, comunhão. É falar, mas também ouvir. Perguntar, mas também permanecer em silêncio.

    É apresentar nossos desejos, mas também estar disposto a submetê-los.

    É entrar querendo uma resposta e, algumas vezes, perceber que Deus primeiro quer trabalhar em nós.

    Não comece pelas perguntas

    Esse talvez seja um dos princípios mais importantes dessa proposta.

    Não sente para seu tempo com Deus e imediatamente abra uma lista. Comece por Ele. Desacelere a mente.

    Reconheça quem Deus é antes de falar sobre aquilo que você precisa.

    Depois desse tempo de relacionamento, podemos apresentar aquilo que está em nosso coração.

    Uma oportunidade.

    Um projeto.

    Uma mudança.

    Uma decisão profissional.

    Um negócio.

    Um ministério.

    Um investimento.

    Um sonho.

    E inicialmente talvez exista apenas uma pergunta:

    “Espírito Santo, esse é o caminho?”

    Não precisamos começar tentando entender todos os detalhes.

    Oração também precisa ser um lugar onde nossas decisões podem mudar.

    Depois da direção, vêm novas perguntas

    Quando percebemos um direcionamento para avançar, começa uma segunda etapa.

    Porque receber uma direção não significa necessariamente receber todo o projeto.

    Às vezes entendemos o que devemos fazer, mas ainda não sabemos como.

    Sabemos que devemos avançar, mas ainda precisamos compreender quando.

    Temos clareza sobre o projeto, mas ainda não sabemos com quem devemos construí-lo.

    É nesse momento que uma ferramenta muito conhecida na gestão pode nos ajudar a organizar nossas perguntas: o 5W2H.

    Não para substituir a direção do Espírito Santo.

    Não como uma fórmula para receber respostas.

    Não para transformar oração em planejamento estratégico.

    Mas simplesmente para nos ajudar a fazer perguntas melhores e mais completas diante de Deus.

    5W2H em oração

    O 5W2H é estruturado a partir de sete perguntas:

    What: O quê?

    Why: Por quê?

    Where: Onde?

    When: Quando?

    Who: Quem?

    How: Como?

    How much: Quanto?

    Normalmente utilizamos essas perguntas para organizar projetos, decisões e planos de ação.

    Mas também podemos utilizá-las para aprofundar aquilo que estamos colocando diante de Deus.

    O que?

    Espírito Santo, o que exatamente devo fazer?

    Qual é realmente o projeto?

    O que precisa ser construído?

    Qual deve ser o próximo passo?

    O que faz parte dessa direção e o que estou acrescentando por vontade própria?

    Por quê?

    Por que devo fazer isso?

    Qual é o propósito?

    Por que isso precisa existir?

    Estou sendo movido por propósito ou por comparação, ansiedade, vaidade, dinheiro ou necessidade de reconhecimento?

    Nem toda boa oportunidade necessariamente faz parte do nosso propósito.

    Com quem?

    Com quem devo fazer?

    Quem precisa caminhar comigo?

    Quem possui habilidades que eu não tenho?

    Quem pode me aconselhar?

    Quem devo convidar?

    E existe também uma pergunta difícil:

    Quem não deveria fazer parte disso?

    Quando?

    Quando devo fazer?

    Uma direção correta no tempo errado pode gerar consequências que poderiam ser evitadas.

    Talvez seja para começar agora.

    Talvez seja para preparar agora e executar depois.

    Talvez seja necessário esperar.

    Existe diferença entre receber uma direção e receber uma autorização para começar imediatamente.

    “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.”

    Eclesiastes 3:1

    Onde?

    Onde isso deve acontecer?

    Em qual ambiente?

    Em qual cidade?

    Dentro da estrutura que já possuo ou em uma nova?

    Na empresa?

    Na igreja?

    Na internet?

    Em determinada comunidade?

    Podemos compreender a missão e ainda precisar discernir o campo onde ela deverá ser desenvolvida.

    Como?

    Como devo fazer?

    Qual deve ser o formato?

    Como começar?

    Qual deve ser a sequência?

    O que preciso aprender antes?

    Que estrutura preciso desenvolver?

    Quais portas devo procurar?

    Qual é o próximo passo?

    Nem sempre receberemos todo o caminho de uma vez.

    Às vezes teremos clareza apenas sobre o próximo passo.

    E talvez seja exatamente do que precisamos.

    Quanto?

    Quanto devo investir?

    E não estou falando apenas de dinheiro.

    Quanto tempo?

    Quanto de energia?

    Quanto de recursos?

    Quanto estou disposto a dedicar?

    Qual será o impacto dessa decisão sobre minha família, meu trabalho, meu ministério e as outras responsabilidades que Deus já colocou em minhas mãos?

    Todo projeto possui um custo.

    Discernir esse custo também faz parte de construir com sabedoria.

    Fale. Pergunte. Mas também aprenda a ouvir.

    Talvez essa seja a parte mais difícil.

    Estamos acostumados a falar durante a oração.

    Apresentamos problemas.

    Fazemos pedidos.

    Contamos nossos planos.

    Pedimos respostas.

    Dizemos amém.

    E vamos embora.

    Mas relacionamento exige espaço para o outro falar.

    Por isso, nosso Tempo a Sós com Deus também precisa ter momentos de silêncio, meditação na Palavra e disposição para ouvir.

    “Fala, pois o teu servo está ouvindo.” 1 Samuel 3:10

    Talvez uma das orações mais importantes que possamos fazer seja simplesmente:

    “Espírito Santo, o que o Senhor quer me mostrar sobre isso?”

    E então não preencher imediatamente o silêncio com novas palavras.

    Ouvir.

    Esperar.

    Anotar.

    Voltar à Palavra.

    Continuar orando.

    Talvez a resposta venha naquele momento.

    Talvez venha durante a leitura da Bíblia.

    Talvez uma convicção seja construída durante vários dias.

    Talvez seja necessário esperar semanas.

    E talvez a resposta seja diferente daquela que gostaríamos de receber.

    Isso também faz parte do relacionamento.

    Não é preencher uma planilha

    O objetivo do 5W2H em oração não é conseguir preencher sete campos ao final de quinze minutos.

    Talvez você passe vários dias em apenas uma pergunta.

    Talvez algumas respostas estejam claras e outras ainda não.

    Talvez seja necessário voltar ao mesmo assunto diversas vezes.

    Não existe problema nisso.

    Não estamos tentando encaixar o Espírito Santo em um método.

    Estamos apenas organizando nossas perguntas para aprofundar uma conversa.

    E aquilo que entendemos em oração precisa continuar passando pelo discernimento.

    Está de acordo com a Palavra?

    Existe convicção consistente ou apenas empolgação?

    Há sabedoria nessa decisão?

    Pessoas maduras e de confiança enxergam coerência nesse caminho?

    As circunstâncias confirmam ou confrontam aquilo que estamos entendendo?

    Precisamos tomar cuidado para não chamar automaticamente de “direção de Deus” aquilo que simplesmente desejamos muito.

    Talvez você precise de mais do que um sim ou não

    Se existe uma situação importante diante de você neste momento, separe tempo.

    Não apenas cinco minutos para pedir uma resposta.

    Invista tempo com Deus.

    “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” Tiago 1:5

    Talvez você descubra que precisava de muito mais do que uma resposta.

    Precisava de relacionamento.

    Porque antes de buscarmos apenas as respostas de Deus, precisamos aprender a buscar o próprio Deus.

    E quando fazemos do Tempo a Sós com Deus parte da nossa vida, nossas decisões deixam de ser apenas perguntas pontuais feitas nos momentos de necessidade.

    Elas passam a fazer parte de uma caminhada.

    Relacionamento gera intimidade.

    Intimidade desenvolve sensibilidade.

    Sensibilidade produz discernimento.

    Discernimento nos ajuda a tomar decisões.

    E decisões guiadas por sabedoria nos ajudam a construir aquilo que realmente vale a pena construir.

    Antes de construir seus planos, construa uma vida de relacionamento com Deus.

    Edifique-se.

  • Somos espírito, alma e corpo.

    Quando o corpo se cansa, normalmente é fácil perceber. Sentimos sono, dores, falta de energia, indisposição. E sabemos o que fazer: descansar.

    Quando descansamos, o corpo tende a se recuperar. Dormimos, diminuímos o ritmo, nos alimentamos e, pouco a pouco, as forças voltam.

    Mas e quando quem está cansada é a alma?

    Esse cansaço é mais difícil de identificar.

    Por vezes, o corpo até para, mas a mente não. Deitamos, mas continuamos pensando. Tiramos um dia de descanso, mas não conseguimos descansar. A cabeça está cheia, os pensamentos estão acelerados e as preocupações continuam trabalhando dentro de nós.

    O corpo está parado, mas a alma continua correndo.

    E então percebemos que dormir nem sempre resolve todo tipo de cansaço.

    Podemos acordar depois de uma noite inteira de sono e continuar cansados. Não necessariamente porque faltou descanso ao corpo, mas porque existe um peso sendo carregado na alma.

    Preocupações, responsabilidades, frustrações, medos, cobranças, perdas, conflitos, decisões.

    Quando esse peso se acumula, começamos a perder o ânimo, a confiança, a alegria e a esperança. E, em situações extremas, uma pessoa pode chegar ao ponto de não querer mais continuar.

    A Bíblia não esconde essa realidade.

    Algumas declarações registradas nas Escrituras são fortes:

    “Mate-me de uma vez.”

    “Tira minha vida.”

    “Quem me dera ter morrido ao nascer.”

    “Por que eu nasci?”

    Talvez imaginemos que palavras assim tenham sido ditas por pessoas sem fé, fracas ou distantes de Deus. Mas não. Foram ditas por homens que conheciam o Senhor, tinham propósito e exerceram papéis extraordinários em suas gerações.

    Homens de Deus que também chegaram ao limite

    Moisés: cansado pela sobrecarga

    Moisés chegou ao limite carregando a responsabilidade de conduzir o povo de Israel:

    “Sozinho, não sou capaz de carregar todo este povo! O peso é grande demais! Se é assim que pretendes me tratar, mata-me de uma vez; para mim seria um favor, pois eu não veria esta calamidade!”.” Números 11:14-15 NVT

    Moisés não estava simplesmente cansado fisicamente. O peso da responsabilidade havia alcançado sua alma.

    Existem cargas que conseguimos carregar por algum tempo, mas que não fomos chamados para carregar sozinhos.

    Elias: cansado, mesmo depois de uma grande vitória

    Depois de viver uma das maiores demonstrações do poder de Deus em seu ministério, Elias recebeu uma ameaça de Jezabel, teve medo e fugiu.

    “Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Foi para Berseba, uma cidade em Judá, e ali deixou seu servo. Depois, foi sozinho para o deserto, caminhando o dia todo. Sentou-se debaixo de um pé de giesta e orou, pedindo para morrer. “Já basta, SENHOR”, disse ele. “Tira minha vida, pois não sou melhor que meus antepassados que já morreram.”” 1Reis 19:3-4 NVT

    Existe um detalhe importante nessa história: Elias entrou em profunda exaustão justamente depois de uma grande vitória.

    Às vezes, não percebemos o quanto uma grande entrega consumiu nossas forças até que tudo termine.

    E a primeira resposta de Deus a Elias não foi uma repreensão ou um grande discurso.

    Deus permitiu que ele dormisse. Providenciou alimento. Deu-lhe tempo. Depois, falou com ele e o conduziu novamente ao propósito.

    Há momentos em que precisamos de direção. Há momentos em que também precisamos dormir, comer, diminuir o ritmo e recuperar as forças.

    Jó: cansado pelo sofrimento

    Jó atravessou perdas e sofrimento em uma intensidade difícil de imaginar.

    Em determinado momento, declarou:

    ““Quem me dera morrer antes de ter nascido, ou tivesse morrido ao nascer”.” Jó 3:11 NBV-P

    A Bíblia não romantiza a dor de Jó. Ela mostra um homem que conhecia Deus, mas que também experimentou sofrimento profundo. Ter fé não significa não sentir dor.

    Jeremias: cansado pela rejeição

    Jeremias enfrentou oposição, perseguição, humilhação e rejeição enquanto cumpria sua missão.

    Em determinado momento, disse:

    “E, no entanto, amaldiçoo o dia em que nasci; ninguém celebre o dia em que minha mãe me deu à luz.” Jeremias 20:14 NVT

    E depois pergunta:

    “Por que eu nasci? Toda a minha vida é apenas sofrimento, tristeza e vergonha.” Jeremias 20:18 NVT

    Até alguém vivendo seu chamado pode se cansar.

    Propósito não nos torna imunes à frustração, à rejeição ou ao esgotamento.

    “Por que você está abatida, ó minha alma?“

    Davi tem uma conversa consigo mesmo, conversas essa que precisamos aprender a fazer:

    “Por que você está tão abatida, ó minha alma? Por que está tão triste? Espere em Deus! Ainda voltarei a louvá-lo, meu Salvador e” Salmos 42:5 NVT

    Observe que ele conversa com a própria alma. Ele reconhece seu estado, mas não permite que aquele estado determine o fim da história.

    Minha alma está abatida, mas ainda existe esperança.

    Precisamos aprender a perceber quando não é apenas o corpo que está cansado.

    Quando perdemos continuamente a alegria, o entusiasmo, a esperança e a vontade de continuar, certamente é nossa alma pedindo cuidado.

    O momento de desespero não foi o capítulo final

    Moisés chegou ao limite pela sobrecarga.

    Elias, pela exaustão e pelo medo.

    Jó, pelo sofrimento.

    Jeremias, pela rejeição e frustração.

    As causas foram diferentes, mas todos chegaram a lugares profundos de cansaço. Porém, existe algo ainda mais importante em comum:

    Aquele momento não foi o capítulo final de suas histórias.

    Moisés continuou conduzindo Israel.

    Elias foi fortalecido e recebeu uma nova missão.

    Jó experimentou restauração.

    Jeremias continuou exercendo seu chamado.

    Eles até falaram sobre desistir. Mas Deus não desistiu deles.

    O “mas” de Deus

    Existem momentos em nossa história em que precisamos colocar um “mas Deus” depois de tudo aquilo que estamos vivendo.

    Paulo escreveu:

    “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” 2Coríntios 4:8-9 NVI

    Pressionados, mas não desanimados.

    Perplexos, mas não desesperados.

    Perseguidos, mas não abandonados.

    Abatidos, mas não destruídos.

    O problema existe. A dor é real. O cansaço também.

    “Mas Deus“

    “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos ” Efésios 2:4-5 NAA

    Talvez existam capítulos da nossa vida que não conseguimos explicar apenas olhando para nossas próprias forças. É justamente aí que entra o “mas Deus”.

    Cansado? Vá até Jesus

    Jesus fez um convite. Ele chamou os cansados.

    ““Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” Mateus 11:28 NVT

    Existe uma diferença importante entre simplesmente parar e encontrar descanso.

    Podemos parar fisicamente e continuar carregando preocupações, medos, frustrações e responsabilidades dentro de nós.

    Podemos descansar o corpo sem descansar a alma.

    Jesus oferece um descanso que alcança lugares onde uma noite de sono não consegue chegar.

    Não precisamos fingir força diante daquele que já conhece nossas fraquezas.

    As forças podem ser renovadas

    Isaías nos lembra:

    “Dá forças aos cansados e vigor aos fracos. Até os jovens perdem as forças e se cansam, e os rapazes tropeçam de tão exaustos. Mas os que confiam no SENHOR renovam suas forças; voam alto, como águias. Correm e não se cansam, caminham e não desfalecem.” Isaías 40:29-31 NVT

    Até os fortes cansam.

    Até os jovens perdem as forças.

    Até homens e mulheres de fé podem chegar ao limite.

    O problema não é reconhecer que estamos cansados.

    O perigo é ignorar o cansaço da alma até não conseguirmos mais perceber esperança.

    Talvez hoje você não precise desistir.

    O que talvez você precisa é: 

    Descansar. Dividir o peso. Conversar com alguém. Reconhecer os seus limites.

    E, acima de tudo, precisa novamente se aproximar daquele que disse:

    “Venham a mim.”

    O cansaço pode fazer parte de um capítulo da nossa história. Mas não precisa escrever o final.

    Você pode estar abatido, mas não destruído. Cansado, mas não abandonado. Sem forças, mas ainda sustentado por Deus.

    Descanse. Cuide da sua alma. Confie novamente.

    Porque até os fortes se cansam, mas os que confiam no Senhor renovam suas forças.

  • “Eu lhes mostrarei como é aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. Ele é como a pessoa que está construindo uma casa e que cava fundo e coloca os alicerces em rocha firme. Quando a água das enchentes sobe e bate contra essa casa, ela permanece firme, pois foi bem construída.” Lucas 6:47-48

    Jesus não descreveu alguém que apenas acredita. Ele apresentou alguém que vai até Ele, ouve Sua Palavra, pratica o que ouviu, cava fundo e constrói sobre a rocha.

    Essa é a fé que permanece.

    O que é fé?

    “A fé mostra a realidade daquilo que esperamos; ela nos dá convicção de coisas que não vemos.” Hebreus 11:1

    Fé não é ilusão, pensamento positivo ou otimismo.

    Fé é convicção baseada na Palavra de Deus. É enxergar pela perspectiva do Senhor antes mesmo de ver com os olhos naturais.

    Foi por isso que Jesus declarou: “Tudo é possível para quem tem fé!” Marcos 9:23

    Fé não é desculpa para a negligência

    No texto de Lucas, o construtor cavou fundo. Isso exige esforço, dedicação, perseverança e responsabilidade.

    A verdadeira fé não substitui o trabalho. Ela nos impulsiona a fazer aquilo que Deus nos chamou para fazer.

    Muitas vezes alguém constrói de qualquer maneira e diz: “Tenho fé que Deus vai cuidar.”

    Mas a pergunta é outra: Você está cavando fundo?

    No casamento. Na família. No trabalho. Nos estudos. Na vida espiritual.

    Ou está usando a fé como justificativa para permanecer no raso?

    Como edificar a fé?

    1. Ouvindo a Palavra

    “A fé vem por ouvir, isto é, por ouvir as boas-novas a respeito de Cristo.” Romanos 10:17

    A fé nasce da Palavra.

    Quanto mais Palavra, mais fé. Quanto menos Palavra, mais medo, dúvida e insegurança.

    2. Praticando a Palavra

    Ouvir não basta. É preciso obedecer.

    Como costuma dizer o Pr. Abe Huber: “Aplique fé.”

    Tiago é direto: “Não se limitem a ouvir a palavra; ponham-na em prática.” Tiago 1:22

    E completa: “A fé, se não vier acompanhada de ações, é morta.” Tiago 2:17

    Toda oração também deve ser acompanhada de uma pergunta: Aquilo que estou buscando está alinhado à vontade de Deus?

    3. Orando no Espírito

    “Edifiquem-se na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo.” Judas 1:20

    A oração fortalece nossa comunhão com Deus.

    Mais do que mudar circunstâncias, ela transforma quem está orando.

    4. Enfrentando os desafios

    A fé amadurece quando é exercitada.

    “As dificuldades produzem perseverança.” Romanos 5:3-4

    Nem toda luta significa ausência de Deus. Muitas vezes ela faz parte do processo de crescimento.

    O que não é fé?

    “Vivemos por fé, e não pelo que vemos.” 2 Coríntios 5:7

    Quem vive apenas pelo que enxerga será limitado pelas circunstâncias. A fé vê possibilidades onde muitos enxergam apenas obstáculos.

    Declare a Palavra

    A fé também se expressa por aquilo que falamos.

    Ezequiel recebeu esta ordem: “Profetize a estes ossos.” Ezequiel 37:4

    Paulo escreveu: “Cri; por isso falei.” 2 Coríntios 4:13

    A Palavra de Deus precisa estar na mente, no coração e na boca. Não para negar a realidade, mas para afirmar aquilo que Deus já declarou.

    A Palavra sempre produz frutos

    O mundo continuará apresentando desafios, dificuldades e oposição.

    Mas nossa referência não são as circunstâncias. Nossa referência é a Palavra.

    “A minha palavra sempre produz frutos.” Isaías 55:11

    E isso acontece porque a Palavra não é apenas uma mensagem.

    A Palavra é Jesus.

    “No princípio, aquele que é a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.” João 1:1

    Conclusão

    A fé é edificada quando:

    • ouvimos a Palavra;
    • praticamos a Palavra;
    • oramos no Espírito;
    • enfrentamos os desafios com coragem;
    • declaramos aquilo que Deus diz.

    Não viva no raso. Cave fundo. Construa sobre a Rocha.

    Como ensinou o Pr. Abe Huber: “Tome cuidado para não perder com a incredulidade aquilo que conquistou pela fé.”

    “Em todas as situações, levantem o escudo da fé.” Efésios 6:16

    “Aprofundem nele suas raízes e sobre ele edifiquem sua vida. Então sua fé se fortalecerá.” Colossenses 2:7

    Edifique-se, edifique sua fé.