Por Felipe Lima
O maná é a expressão do cuidado do Senhor para com Seus filhos:
“Ele deu ao povo pão do céu, fazendo com que caísse o maná para eles comerem, e assim comeram o pão dos anjos. Deus lhes deu comida com fartura.” Salmos 78:24-25
Era para o dia. Todas as manhãs lá estava o pão do céu:
“Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto conseguia comer.” Êxodo 16:21a
Jesus nos ensinou a orar pelo pão de cada dia:
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje.” Mateus 6:11
Até as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã:
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos… renovam-se cada manhã.” Lamentações 3:22-23
Princípio vital
Viver na confiança um dia de cada vez, na maravilhosa provisão constante do Senhor.
Deus nos conhece e sabe que precisamos estar conectados constantemente.
Por isso, o maná é para hoje.
Não se acumula, não se estoca. É fé diária, fruto do relacionamento que nos mantém enraizados na Palavra e em intimidade com nosso Pai.
“De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” Salmos 5:3
O maná representa o relacionamento com o Espírito Santo, as bênçãos do Senhor, Suas orientações e cuidados.
Cabe a nós manter acesa a chama desse relacionamento:
“O fogo do altar deverá estar continuamente aceso; nunca deverá ser apagado. Todas as manhãs o sacerdote deverá pôr mais lenha sobre o altar.” Levítico 6:12-13a
Entre a bonança e a tempestade
Precisamos ter cuidado com a fartura.
A falsa segurança do “estoque” pode nos afastar de Deus. Quando tudo vai bem, é fácil esquecer da dependência diária. Mas depois da bonança, talvez venha outra tempestade.
Em qual ciclo buscamos mais a Deus: na bonança ou na tempestade?
Na tempestade, sabemos bem a quem recorrer:
“Os discípulos o acordaram, clamando: ‘Mestre, vamos morrer! O Senhor não se importa?’” Marcos 4:38b
Jesus estava com eles no barco e acalmou o mar:
“E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Cala-te, aquieta-te!’ E o vento se aquietou, e houve grande bonança.” Marcos 4:39
E não apenas isso — Ele também foi ao encontro dos discípulos andando sobre as águas em meio ao tempo ruim (Mateus 14).
Conclusão
Ele transforma tempestade em bonança. Mas fica a pergunta: como nos relacionamos com Ele durante a bonança da vida?
Na abundância, corremos o risco de pensar que tudo é fruto apenas do nosso esforço. Por isso, precisamos permanecer vigilantes.
Manhã após manhã, a nossa primícia deve ser essa conexão: relacionamento vivo, busca constante pelo maná do dia, inclusive nos tempos de fartura.
O maná é para hoje.
Edifique-se.

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